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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Introdução: Culinárias Indígenas

Existem mais de 200 grupos indígenas diferentes no Brasil. Cada um deles cultiva seus hábitos alimentares. Cada grupo tem suas preferências na gastronomia: comidas prediletas e coisas que julgam intragáveis.

Alguns grupos têm na mandioca a base de sua alimentação, outros preferem o milho. Os índios Timbira (de Tocantins e Maranhão) e Nambikwara (de Rondônia) ocupam bastante tempo na coleta de alimentos já disponíves na mata, e menos tempo em suas plantações. Já os índios Caiapó (de Mato Grosso e Pará) possuem roças complexas, com direito a especialistas dentro da aldeia que analisam o solo e o melhor local para a plantação.

Os Caiapó gostam de comer a carne de caças gordas, como antas e jabotis. Já os índios do Alto Xingu desprezam a carne de "animais de chão" e preferem comer peixes e macacos.

Outros grupos usam diversos insetos e larvas em sua alimentação cotidiana.

O mesmo alimento que é considerado uma iguaria para alguns, torna-se repulsivo para outros. Mas isso ocorre com frequência entre os não-índios também. Poucas pessoas apreciam comer escargot, que é considerado um prato da alta culinária francesa. Milhares de turistas invadem as praias brasileiras e consomem todo o tipo de ostras e mariscos com avidez enquanto alguns não podem sequer olhar para esse tipo de prato. A maniçoba, feita com folhas de mandioca brava, é dos melhores pratos que se pode comer no norte do Brasil, mas poucas bocas do sul a aguentam. E a deliciosa feijoada, unânime delícia brasileira, provoca arrepios no estômago de alguns estrangeiros que visitam o Brasil.

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